Leia outros artigos meus aqui: www.fotocultura.net/index.php/artigos-e-dicas 

A experiência estética da literatura como meio de humanização em saúde:

LabHum 26/03/10

A experiência estética da literatura como meio de humanização em saúde: o Laboratório de Humanidades da Escola Paulista de Medicina
2013 - Artigo resultante de meu mestrado em Ciências da Saúde na Universidade Federal de São Paulo

Este é o primeiro artigo publicado sobre o Laboratório de Humanidades. Resultado de um trabalho de quatro anos e de um esforço de três pesquisadores, derivou da primeira dissertação de mestrado sobre o LabHum, e deve servir de referência para as próximas pesquisas sobre os resultados do LabHum.

Leia na íntegra:

Tese: Um Laboratório para a Humanização em Saúde: O Laboratório de Humanidades [..] (por Yuri Bittar)
 
Artigo: Bittar - A Experiência Estética da Literatura como Meio de Humanização em Saúde: O Laboratório de Humanidades...
Artigo: Bittar - The Aesthetic Experience of Literature as Means for Health Humanisation in Brazil

365 Razões para Agradecer (coletivo)

365 Agradecimentos

O que acontece quando pessoas comuns desbloqueiam os poderes notáveis de gratidão? O objetivo deste projeto foi mostrar o poder do agradecimento!

Poder lembrar para sempre. Dividir a última bolacha do pacote. Fazer planos juntos. Um cantinho no guarda-chuva quando o céu resolveu desabar. Aquela luz no fim do túnel. Aquele olhar manso quando parecia que ninguém mais podia entender. Poder ficar um pouco mais. A promessa cumprida. O futuro que sorri.

O Grupo Fotocultura desenvolveu entre 2013 e 2014 o Projeto 365 Razões para Agradecer. Esta é uma forma de olhar para a vida e compartilhar com amigos o que lhe faz bem, o que faz você feliz. Trata-se da criação de um álbum coletivo, com 365 fotos feitas por várias pessoas (34 ao todo, veja a lista no final) ao longo de um ano, mostrando nosso agradecimento pela vida! O sentido do projeto é valorizar nosso cotidiano, mostrar como a arte, o prazer de viver, as amizades,  Deus, enfim, as coisas boas, estão presentes todo dia em nossas vidas! Demoramos para publicar as fotos pois o objetivo era fazer uma exposição, livro, mas não foi possível. De qualquer forma com muito orgulho apresentamos as fotos, que não são exatamente 365, mas representam bem a ideia do agradecimento, e nos mostram quantas coisas incríveis temos em nossas vidas. 

Leia mais:365 Razões para Agradecer (coletivo)

365 Agradecimentos (pessoal) / 365 Grateful (personal)

365 Agradecimentos de Yuri Bittar

A cada dia, durante dois anos (01: 10/05/2013 a 08/05/2014 - 02: 01/01/2015 a 31/12/2015) escolhi uma coisa diferente para agradecer, representada por uma foto. Foi um grade desafio, uma experiência transformadora e uma lição de vida. Houveram as dificuldades técnicas, fáceis de resolver, como o fato de sempre ter que tirar a foto do que for para agradecer, não repetir agradecimentos, postar na internet, etc. 

Mas o mais importante foi mudar minha visão sobre o mundo. Todo dia, durante esse ano (e creio que continuará) procurei o que me fazia grato, as graças da vida, o que havia de bom. Muita gente vive em busca do que reclamar, do que as faz sofrer. Eu aprendi a guiar meu dia pelas coisas boas. Meus dias se tornaram bem melhores, percebi muito o que agradecer, acho até que foi desestressante.

Descobri que ao passar o dia querendo agradecer, além de valorizar o que se tem, ainda podemos criar o que agradecer. Assim meus dias não podiam ser "nada", cada dia tem que ser especial, e se não estiver sendo, busque fazê-lo especial. Você pode ouvir suas músicas favoritas, ir a um lugar que gosta muito e não vai faz tempo, dar um oi para alguém, enfim, descobrir o potencial de cada dia, e saber que cada dia é único e especial. 

Leia mais:365 Agradecimentos (pessoal) / 365 Grateful (personal)

A liberdade na arte das pequenas coisas (Diário da quarentena - 5)

Para deixar bem claro, caso fique confuso (o que é normal, a vida é confusa), o assunto deste texto é viver, viver bem e feliz, é sobre diminuir para dar conta, sobre experimentar a vida, e sobre o que é a verdadeira liberdade. 


[Fotografia Contemplativa, São Paulo, 2018]

Leia mais:A liberdade na arte das pequenas coisas (Diário da quarentena - 5)

Os desumanos (Diário da quarentena - 4)

Sabe o que mais me assusta? A desumanidade.

Sim, tem humanos desumanos!

Vejo relatos de parentes de vitimas do Covid-19 sendo muito mal tratados. Depois de contaminado você deixa de ser uma pessoa para se tornar um problema e querem apenas se livrar de você. Trabalhadores da saúde então, muito mal cuidados, são mandados para a "frente de batalha" sem opção.

Vejo gente (gente?) falando friamente da morte alheia. "Vão morrer apenas 8 mil!" então pra que tudo isso?

Leia mais:Os desumanos (Diário da quarentena - 4)

Sub-categorias

  • Artigos científicos (em revistas)
  • Artigos sobre fotografia

     

  • Textos e projetos antigos

     

  • 365 Agradecimentos / 365 Grateful

    Projeto #365agradecimentos dia 18

    O agradecimento é a melhor forma de conexão com o lado bom da vida. Agradecer não é só somente ser grato pelo que aconteceu, mas uma forma de admiração pelo mundo. Mas como despertar o poder do agradecimento, do reconhecimento da Graça, como ver algo bom para agradecer todos os dias? Agradecer é um exercício, precisamos aprender a ver o que temos de bom em cada dia! Acredito que dar esse valor à vida, ao cotidiano, é uma poderosa fonte de cosias boas! 

    Com o objetivo de exercitar o poder da gratidão desenvolvi dois projetos, um pessoal, com fotos diárias em sinal de agradecimento, e um coletivo, que pretendeu envolver um grande número de pessoas. 

    "Então, se, inicialmente, alguns de nossos agradecimentos possam sair forçados, a contra-gosto, mesmo assim, a Prática de Gratidão vai operar os seus milagres. Agradecendo, começamos a perceber mais e mais coisas a agradecer. Agradecendo, o coração se abre. Agradecendo, começamos a perceber o quanto temos para agradecer. Começamos a descobrir que até as situações difíceis têm um lado positivo a ser agradecido." (Monja Isshin)

    O sentido dos projetos é valorizar nosso cotidiano, mostrar como a arte, o prazer de viver, as amizades, Deus, enfim, as coisas boas, estão presentes todo dia em nossas vidas!

    Veja abaixo como é cada um desses projetos:

  • Diários da quarentena

    Nota, pensamentos e reflexões escritos durante a fase de isolamento da pandemia do covid-19.

  • História do Alfajor

    APRESENTAÇÃO: a História do alfajor

    O que é alfajor?

    Afinal, que doce é esse? No senso comum o alfajor é um doce composto por duas bolachas, de farinha de trigo ou amido, recheado de doce de leite, ou outros doces, que pode ou não ser coberto. Mas existem muitos outros tipos de alfajor, e sua história é longa. O alfajor, além de delicioso (em todas as versões), é um doce que agrada a um historiador como eu, pois tem séculos de história, interligada aos grandes movimentos da trajetória humana. Surgiu da ocupação muçulmana na península ibérica, foi para a América com as grandes navegações, se espalhou pelo continente com as guerras e o comércio, e em cada região adquiriu características que refletem a cultura local. Aos poucos vou contando a história desse doce delicioso, curiosidades, variações de receita nas diferentes regiões, etc. O alfajor é um doce muito popular no Uruguai e na Argentina, muito presente também no Paraguai, Chile, Perú e Brasil, além da Espanha, país de origem.

    Origem

    A origem do alfajor remonta a ocupação muçulmana na Península Ibérica, Espanha e Portugal, aproximadamente de 700 a 1500. Essa ocupação, mais uma colonização, que ao contrário do senso comum não foi de árabes, mas de africanos muçulmanos de língua árabe, deixou forte influência na Espanha, em especial na arquitetura, música e culinária. Na região de Andaluzia doces semelhantes são relatados desde o século 8. O gramático espanhol Nebrija registrou a palavra pela primeira vez em 1492 como alfaxor or alaxur, mas há relatos de alfajores em Medina Sidonia Com a colonização da América esse doce rapidamente se tornou popular em praticamente toda América Latina. Muitas variações surgiram, como o pão de mel e o bem casado, este aliás mais próximo da receita original do que os famosos uruguaios e argentinos cobertos de chocolate. Bom, aos poucos vou contando mais, espero que vocês curtam essas pitadas de história e sabor!

    Argentina e Uruguay e outros países

    Nos países de colonização espanhola o alfajor surge como uma sobremesa importante, e desde muito tempo. Em Argentina, Uruguay, Paraguay, Chile, Perú e México, talvez em mais alguns países, alfajores são citados em livros dos anos 1800, nos dados de comércio, nas descrições das cidades, e nos livros de receitas, onde existem vários tipos de alfajor. Mas como sabemos foi nos nossos vizinhos platenses, Argentina e Uruguay, que o alfajor conquistou mais espaço, se tornando um fator cultural, e onde o doce mudou e adquiriu esse aspecto que conhecemos hoje, de duas bolachas recheadas. É muito interessante que nesses dopis paíse se encontra alfajor em toda parte, eles comem realmente muito, e tem opções incríveis.

    Brasil

    Aqui no nosso país o alfajor já aparece em breves citações desde o século XVII (1798), mas só se torna mais conhecido a partir dos meados do século 20 com a vinda de argentinos para o Brasil, como a Alfajores Itati, que faz alfajores em São Paulo desde 1963, criados por Dona Laila Zogbi, uma imigrante argentina. Atualmente os alfajores tem crescido muito por aqui, algumas marcas já se tornaram enormes e são encontradas facilmente no comércio, mas tem crescido também os mais artesanais, pois tem espaço para os dois tipos de proposta.

    Encontre mais detalhes nos artigos abaixo: 

  • Artigos sobre fotografia contemplativa

    Miksang em SPSe preocupar menos com as angústias do dia-a-dia, parar e observar a realidade, e se encantar com o cotidiano, com o comum. Isso é a Fotografia Contemplativa!

    A Fotografia Contemplativa, (também chamada de Miksang e Mindfulphoto) pode ser entendida como um estado mental aberto, curioso, sem julgamento, concentrado em apenas ver. Antes de uma técnica de fotografia é uma forma de ver o mundo e de viver. É a experiência visual direta, não conceitual, ou seja, a pura percepção. É uma prática ligada à meditação que, buscando ver a realidade sem pré-conceitos, fórmulas, definições, ansiedades, objetivos, apenas ver, visa trazer nossa visão para o presente, para o dia-a-dia, para o real, abrindo nossos olhos e permitindo ver o “novo” no cotidiano, ver beleza e criar arte.

    A Fotografia Contemplativa é, acima de tudo, ter a percepção aberta, sair do automático, e apreciar o mundo. Esta prática se origina em ensinamentos budistas e de meditação, mas não é uma prática religiosa, apenas uma nova forma de ver o mundo.

    A proposta é trazer a arte para a vida cotidiana, e a vida cotidiana para a arte, entendendo que as boas imagens não estão no raro e no inusitado, ou no diferente, mas em tudo. Mas nossos olhos da razão (olhar conceitual) não enxergam isso. Os do coração, da percepção, dos sentidos, estes sim enxergam! 

    (Texto: Yuri Bittar, 2015)

    [ENGLISH] The Contemplative Photography, or Miksang, or Mindfulphoto, before a photography technique is a way of seeing the world and to live. It aims to search for a new look for our day-by-day. The proposal is to bring art to everyday life, and everyday life to art! The good pictures are not in the rare and unusual, or in the different, but in everything. What needs to be different, unique, creative, is the eye of the photographer. But our reason eyes do not see that. The perception of heart, the of the senses, yes! No are here social criticism, but only images that cause us something, or arise because something affected us. Life is a sequence of moments and i try to capture some pieces of life, images that hopefully speak for themselves.

    ENTENDA MELHOR NOS ARTIGOS ABAIXO: