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Retratos contemplativos, experiência, memória e criação: a fotografia contemplativa em uma experiência de formação em saúde

Resumo: O artigo aborda a relação entre imagem, memória e experiência, buscando compreender o potencial da prática da fotografia contemplativa na formação superior em saúde. Ao trazer a produção de retratos e histórias de vida criados na relação pesquisador-pesquisado, resultante de uma atividade realizada em uma disciplina eletiva em uma universidade pública em São Paulo, busca-se compreender as reverberações do curso e seus efeitos enquanto proposta formativa. Como referências teóricas centrais, o texto debate os conceitos de punctum, studium e biografema de Barthes, as condições e o valor da experiência em Larrosa Bondía e a importância da entrevista na cartografia em Tedesco. Buscamos ainda, ao final, construir uma reflexão sobre a potência interpelativa desta proposição no sentido de, para além de relatar acontecimentos, poder criar uma experiência humanizadora, sendo uma prática ao mesmo tempo contemplativa, criativa e formativa.

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Contar-criar: pesquisa e testemunho sobre fotografia, meditação e educação em saúde

Este artigo pretende apresentar e discutir um percurso metodológico, a entrevista-ensaio fotográfico, que propõe uma aproximação entre arte, educação e pesquisa, inserido em uma pesquisa em andamento, cujo escopo é o uso da fotografia contemplativa na formação no ensino superior em saúde. Esta se apresenta como ação em uma universidade pública, na forma de disciplina oferecida a graduandos e pós-graduandos. Partindo da História Oral de Vida em composição com um ensaio fotográfico, pretende-se clarificar a relevância da metodologia escolhida para o campo da educação e para pesquisas qualitativas, discutindo como este processo, também chamado de contar-criar, que envolve exercícios de sensibilidade e atenção, contribui para uma formação em saúde mais humanizada e para o auto cuidado dos participantes. Acreditamos que esta proposta, unindo entrevista e fotografia, em uma profunda conexão entre pesquisador e colaborador, ao colocar “alma, olho e mão” para trabalhar na mesma criação, potencializa a capacidade narrativa, abrindo, assim, uma grande janela para a experiência humana.

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A beleza que está no caminho - sobre a Fotografia Contemplativa

Fotografia Contemplativa

Penso que na "fotografia normal" se busca observar o conjunto, pois há um objetivo, um fim. Na "fotografia normal" importa o resultado, não como se chega a ele, busca-se uma boa foto, se o caminho para isso for agradável, melhor, mas não se exige. Tudo isso de um modo geral, claro. É preciso esclarecer que isso não é uma crítica a nenhum tipo de fotografia, apenas uma sugestão de uma atividade com outros objetivos, como a busca pelo bem estar. 

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O QUE É SER FOTÓGRAFO(A) ?

O fotógrafo, ou a fotógrafa, é alguém que, ao fixar um momento, criando uma imagem, está sempre em busca de colocar nesta todos os sentimentos, a beleza, a simplicidade, enfim, toda a vida do mundo, e nunca alcança isso definitivamente, por isso continua fotografando, sentindo que a cada imagem chega mais perto desse objetivo. 

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Luz, a matéria prima (Fotografia Contemplativa)

Para o fotógrafo, um novo dia sempre traz novas luzes

A matéria prima de nossa arte é a luz, por isso devemos nos encantar com ela. Para o fotógrafo, um novo dia sempre traz novas luzes... e assim novas e infinitas possibilidades de imagens surgem.

Sei que o sol nascendo é cliché, mas sempre gosto de ver como a luz começa a cada dia. Se puder ver cada dia como algo novo, então você se encantará com o cotidiano, e todos seus dias serão como um belo sábado ou domingo de passeio. 

Uma forma de desestressar, de fugir de um cotidiano massacrante, é encontrar a beleza no comum. Quando buscamos beleza apenas no raro, essa beleza se torna cada vez mais distante de nós. A riqueza da luz é infinita, e a cada dia e a cada hora cada objeto recebe uma luz diferente, e muda de aspecto. Quanto mais pudermos perceber disso, mais beleza e boas imagens veremos, e tornaremos nossa vida mais iluminada. 

Isso é Fotografia Contemplativa

Sub-categorias

  • Artigos científicos (em revistas)
  • Artigos sobre fotografia

     

  • Textos e projetos antigos

     

  • 365 Agradecimentos / 365 Grateful

    Projeto #365agradecimentos dia 18

    O agradecimento é a melhor forma de conexão com o lado bom da vida. Agradecer não é só somente ser grato pelo que aconteceu, mas uma forma de admiração pelo mundo. Mas como despertar o poder do agradecimento, do reconhecimento da Graça, como ver algo bom para agradecer todos os dias? Agradecer é um exercício, precisamos aprender a ver o que temos de bom em cada dia! Acredito que dar esse valor à vida, ao cotidiano, é uma poderosa fonte de cosias boas! 

    Com o objetivo de exercitar o poder da gratidão desenvolvi dois projetos, um pessoal, com fotos diárias em sinal de agradecimento, e um coletivo, que pretendeu envolver um grande número de pessoas. 

    "Então, se, inicialmente, alguns de nossos agradecimentos possam sair forçados, a contra-gosto, mesmo assim, a Prática de Gratidão vai operar os seus milagres. Agradecendo, começamos a perceber mais e mais coisas a agradecer. Agradecendo, o coração se abre. Agradecendo, começamos a perceber o quanto temos para agradecer. Começamos a descobrir que até as situações difíceis têm um lado positivo a ser agradecido." (Monja Isshin)

    O sentido dos projetos é valorizar nosso cotidiano, mostrar como a arte, o prazer de viver, as amizades, Deus, enfim, as coisas boas, estão presentes todo dia em nossas vidas!

    Veja abaixo como é cada um desses projetos:

  • Diários da quarentena

    Nota, pensamentos e reflexões escritos durante a fase de isolamento da pandemia do covid-19.

  • História do Alfajor

    APRESENTAÇÃO: a História do alfajor

    O que é alfajor?

    Afinal, que doce é esse? No senso comum o alfajor é um doce composto por duas bolachas, de farinha de trigo ou amido, recheado de doce de leite, ou outros doces, que pode ou não ser coberto. Mas existem muitos outros tipos de alfajor, e sua história é longa. O alfajor, além de delicioso (em todas as versões), é um doce que agrada a um historiador como eu, pois tem séculos de história, interligada aos grandes movimentos da trajetória humana. Surgiu da ocupação muçulmana na península ibérica, foi para a América com as grandes navegações, se espalhou pelo continente com as guerras e o comércio, e em cada região adquiriu características que refletem a cultura local. Aos poucos vou contando a história desse doce delicioso, curiosidades, variações de receita nas diferentes regiões, etc. O alfajor é um doce muito popular no Uruguai e na Argentina, muito presente também no Paraguai, Chile, Perú e Brasil, além da Espanha, país de origem.

    Origem

    A origem do alfajor remonta a ocupação muçulmana na Península Ibérica, Espanha e Portugal, aproximadamente de 700 a 1500. Essa ocupação, mais uma colonização, que ao contrário do senso comum não foi de árabes, mas de africanos muçulmanos de língua árabe, deixou forte influência na Espanha, em especial na arquitetura, música e culinária. Na região de Andaluzia doces semelhantes são relatados desde o século 8. O gramático espanhol Nebrija registrou a palavra pela primeira vez em 1492 como alfaxor or alaxur, mas há relatos de alfajores em Medina Sidonia Com a colonização da América esse doce rapidamente se tornou popular em praticamente toda América Latina. Muitas variações surgiram, como o pão de mel e o bem casado, este aliás mais próximo da receita original do que os famosos uruguaios e argentinos cobertos de chocolate. Bom, aos poucos vou contando mais, espero que vocês curtam essas pitadas de história e sabor!

    Argentina e Uruguay e outros países

    Nos países de colonização espanhola o alfajor surge como uma sobremesa importante, e desde muito tempo. Em Argentina, Uruguay, Paraguay, Chile, Perú e México, talvez em mais alguns países, alfajores são citados em livros dos anos 1800, nos dados de comércio, nas descrições das cidades, e nos livros de receitas, onde existem vários tipos de alfajor. Mas como sabemos foi nos nossos vizinhos platenses, Argentina e Uruguay, que o alfajor conquistou mais espaço, se tornando um fator cultural, e onde o doce mudou e adquiriu esse aspecto que conhecemos hoje, de duas bolachas recheadas. É muito interessante que nesses dopis paíse se encontra alfajor em toda parte, eles comem realmente muito, e tem opções incríveis.

    Brasil

    Aqui no nosso país o alfajor já aparece em breves citações desde o século XVII (1798), mas só se torna mais conhecido a partir dos meados do século 20 com a vinda de argentinos para o Brasil, como a Alfajores Itati, que faz alfajores em São Paulo desde 1963, criados por Dona Laila Zogbi, uma imigrante argentina. Atualmente os alfajores tem crescido muito por aqui, algumas marcas já se tornaram enormes e são encontradas facilmente no comércio, mas tem crescido também os mais artesanais, pois tem espaço para os dois tipos de proposta.

    Encontre mais detalhes nos artigos abaixo: 

  • Artigos sobre fotografia contemplativa

    Miksang em SPSe preocupar menos com as angústias do dia-a-dia, parar e observar a realidade, e se encantar com o cotidiano, com o comum. Isso é a Fotografia Contemplativa!

    A Fotografia Contemplativa, (também chamada de Miksang e Mindfulphoto) pode ser entendida como um estado mental aberto, curioso, sem julgamento, concentrado em apenas ver. Antes de uma técnica de fotografia é uma forma de ver o mundo e de viver. É a experiência visual direta, não conceitual, ou seja, a pura percepção. É uma prática ligada à meditação que, buscando ver a realidade sem pré-conceitos, fórmulas, definições, ansiedades, objetivos, apenas ver, visa trazer nossa visão para o presente, para o dia-a-dia, para o real, abrindo nossos olhos e permitindo ver o “novo” no cotidiano, ver beleza e criar arte.

    A Fotografia Contemplativa é, acima de tudo, ter a percepção aberta, sair do automático, e apreciar o mundo. Esta prática se origina em ensinamentos budistas e de meditação, mas não é uma prática religiosa, apenas uma nova forma de ver o mundo.

    A proposta é trazer a arte para a vida cotidiana, e a vida cotidiana para a arte, entendendo que as boas imagens não estão no raro e no inusitado, ou no diferente, mas em tudo. Mas nossos olhos da razão (olhar conceitual) não enxergam isso. Os do coração, da percepção, dos sentidos, estes sim enxergam! 

    (Texto: Yuri Bittar, 2015)

    [ENGLISH] The Contemplative Photography, or Miksang, or Mindfulphoto, before a photography technique is a way of seeing the world and to live. It aims to search for a new look for our day-by-day. The proposal is to bring art to everyday life, and everyday life to art! The good pictures are not in the rare and unusual, or in the different, but in everything. What needs to be different, unique, creative, is the eye of the photographer. But our reason eyes do not see that. The perception of heart, the of the senses, yes! No are here social criticism, but only images that cause us something, or arise because something affected us. Life is a sequence of moments and i try to capture some pieces of life, images that hopefully speak for themselves.

    ENTENDA MELHOR NOS ARTIGOS ABAIXO: